Turismo + Activismo

Uma Abordagem Regenerativa para o Futuro


O turismo activista surge como uma resposta urgente e necessária aos desafios que o turismo tradicional impõe ao nosso planeta. Este tipo de turismo vai além da simples visitação a novos locais; é uma forma de viajar que promove a regeneração social e ambiental, respeitando as comunidades locais e o meio ambiente. Neste contexto, o turismo regenerativo assume um papel central, uma vez que visa não apenas minimizar os impactos negativos, mas também restaurar e revitalizar os ecossistemas e as culturas locais.

Visitar comunidades e participar em projectos que desenvolvem acções no terreno é uma das maneiras mais eficazes de praticar um turismo activista. Em vez de apenas consumir o que o local tem a oferecer, os turistas são incentivados a interagir com as comunidades, aprender sobre suas tradições e modos de vida, e contribuir para a sua sustentabilidade. Estes projectos, muitas vezes liderados por organizações locais, focam-se em iniciativas que promovem a proteção da natureza e a inclusão social.

Um exemplo notável é o Wildlife Conservation Volunteer Programme na Tanzânia, onde turistas podem participar em projectos de conservação de vida selvagem, como o monitoramento de elefantes e a recuperação de habitats. Este programa permite que os visitantes se envolvam diretamente com a preservação do meio ambiente, enquanto aprendem sobre a fauna e flora locais.

Outra referência internacional é o Impact Travel Alliance, uma organização que promove o turismo responsável e a inclusão social em várias partes do mundo. O seu modelo de turismo activista incentiva os viajantes a contribuir para projectos de desenvolvimento comunitário, desde a construção de infraestruturas até a promoção de práticas agrícolas sustentáveis em comunidades vulneráveis, como em várias áreas da América Latina.

Na Índia, o projeto Grassroutes, que opera em várias aldeias, permite que os turistas vivenciem a vida rural local, ao mesmo tempo que apoiam iniciativas de desenvolvimento sustentável. Os visitantes têm a oportunidade de participar em actividades diárias, como a agricultura orgânica e a confecção de artesanato, promovendo a economia local e a preservação da cultura.

Além disso, o turismo activista dá espaço à arte como um meio de expressão e reflexão sobre as questões sociais e ambientais. Um exemplo é o Bergen Art Museum na Noruega, que frequentemente acolhe artistas que trabalham em colaboração com a comunidade para criar murais e instalações que abordam temas de sustentabilidade e justiça social. Estas iniciativas artísticas não só embelezam os espaços públicos, mas também sensibilizam a população e os visitantes sobre a importância de cuidar do nosso planeta.

A inclusão social é outro pilar fundamental do turismo activista. Ao visitar comunidades marginalizadas, os turistas podem ajudar a promover a justiça social, apoiando negócios locais e iniciativas que visam melhorar as condições de vida. Por exemplo, em Rwanda, o programa Akagera Management Company oferece aos turistas a oportunidade de participar em safáris que ajudam a financiar a conservação do Parque Nacional Akagera, ao mesmo tempo que apoiam as comunidades locais.

Em suma, o turismo activista, aliado ao turismo regenerativo, representa uma forma transformadora de viajar. Ao visitar comunidades e participar em projectos que protegem a natureza e promovem a inclusão social, os turistas tornam-se agentes de mudança. Esta abordagem não só enriquece a experiência de viagem, mas também contribui para um futuro mais sustentável e justo para todos. O turismo activista é, assim, uma celebração da diversidade e um compromisso com a regeneração do nosso planeta. A Inland Portugal faz parte deste movimento e, no conjuto das 22 propostas de viagem que podem ver no site, 5 são já pensadas dentro deste espírito. Procuramos mais projectos e actividades que se revejam nesta ideia e nos recebam e procuramos viajantes que queiram contribuir e conhecer os territórios e os seus desafios.


Obrigada a tod@s


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As a small tour company focused on responsible tourism and sustainability, there are several compelling arguments we have against large booking platforms. These platforms often present challenges that can undermine our goals and business values. Here are some points we find relevant: 1. High Commission Fees Large platforms charge significant commissions (typically 15–30%), which eat into the revenue of small tour operators. This makes it harder for small companies to reinvest in local communities or sustainability initiatives. These fees can force smaller operators to increase prices, making them less competitive or forcing compromises on service quality. 2. Limited Focus on Sustainability Many large platforms prioritize quantity over quality, listing numerous tours without vetting their environmental or social impact. They often fail to highlight or promote operators who emphasize sustainability, making it harder for eco-conscious travelers to find responsible options. 3. Loss of Direct Customer Relationships Booking platforms control customer data, which prevents small operators from building long-term relationships with their clients. This lack of direct engagement limits opportunities for feedback, repeat business, and personalized experiences—all of which are hallmarks of responsible tourism. 4. Race to the Bottom on Pricing Platforms encourage price competition, often favoring the cheapest options over the most responsible or high-quality tours. This creates pressure to cut costs, which can lead to unsustainable practices such as underpaying local staff or skimping on environmental safeguards. 5. Overshadowing Local Economies Big platforms often centralize profits, with a large share of revenues flowing to multinational corporations rather than staying in local economies. Small businesses lose visibility as they compete with large operators who dominate search rankings or can afford to pay for premium placement on these platforms. 6. Homogenization of Experiences These platforms often favor generic, mass-market tours over unique, community-based or eco-friendly experiences. This homogenization can dilute local culture and reduce the authenticity of tourism, which undermines the principles of responsible travel. 7. Lack of Flexibility and Autonomy Platforms impose strict cancellation policies, pricing structures, and other rules, limiting the flexibility of small operators to adapt to local circumstances or customer needs. Such rigidity can hurt the customer experience and make it harder for operators to innovate or offer personalized options. 8. Environmental Impacts of Scale Large platforms contribute to overtourism by promoting the most popular destinations and tours, exacerbating environmental degradation and straining local resources. Smaller operators focusing on sustainability are often overlooked, despite their role in mitigating these impacts. 9. Erosion of Brand Identity Operating under a large platform’s umbrella can overshadow your unique brand and message. Travelers may associate the experience with the platform rather than your company. This undermines your ability to communicate your values and commitment to sustainability directly to customers. 10. Unequal Playing Field The algorithms and ranking systems on large platforms often favor operators who can spend more on marketing or meet specific volume metrics, sidelining smaller, eco-friendly businesses. This creates an unfair advantage for larger, less responsible operators. 
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